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Único acesso rodoviário a São Luís entra em reconstrução e obra de R$ 176,7 milhões reforça corredor estratégico do MATOPIBA

Governo Federal iniciou reconstrução de uma das pontes do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, estrutura que conecta por terra a Ilha de São Luís ao continente. Além da mobilidade da população, corredor possui importância estratégica para abastecimento, transporte de cargas e acesso ao Complexo Portuário do Itaqui.

Existe um ponto no Maranhão pelo qual passa praticamente toda a conexão rodoviária entre São Luís e o restante do Brasil.

É o Estreito dos Mosquitos.

Ali, a BR-135 atravessa a ligação entre a Ilha de São Luís e o continente.

E uma das estruturas dessa travessia acaba de entrar em uma intervenção de grande porte.

O Ministério dos Transportes e o DNIT iniciaram, em 10 de setembro, a reconstrução do lado esquerdo da Ponte do Estreito dos Mosquitos.

O investimento previsto na contratação emergencial é de:

R$ 176,7 MILHÕES.

Mais do que uma obra local, a intervenção acontece em um dos pontos mais sensíveis da infraestrutura maranhense.

A BR-135 É O ÚNICO ACESSO RODOVIÁRIO TERRESTRE À ILHA DE SÃO LUÍS

Esse detalhe muda completamente a dimensão da obra.

Segundo documentação do próprio DNIT, a rodovia exerce função essencial para:

mobilidade da população;

abastecimento da Região Metropolitana;

prestação de serviços públicos;

transporte de cargas;

e acesso ao Complexo Portuário do Itaqui.

Ou seja:

NÃO EXISTE REDUNDÂNCIA RODOVIÁRIA PARA ESSA CONEXÃO.

Quando existe uma restrição nesse ponto, o problema não fica limitado a uma ponte.

Pode atingir toda uma cadeia de mobilidade e logística.

PROBLEMAS ESTRUTURAIS LEVARAM À INTERVENÇÃO

Inspeções técnicas identificaram problemas importantes no lado esquerdo da ponte.

Entre eles:

deslocamento de bloco de concreto;

corrosão de camisa metálica;

fissuração elevada;

exposição e oxidação das armaduras;

e perda de rigidez estrutural.

A situação levou à necessidade de reconstrução da estrutura.

Enquanto isso, o lado direito passou por melhorias para absorver o tráfego.

Segundo o Ministério dos Transportes, a estratégia adotada permite manter a circulação sem necessidade de operação contínua de Pare e Siga durante a reconstrução.

MAS POR QUE ISSO INTERESSA AO MATOPIBA?

Porque São Luís não é apenas uma capital estadual.

A cidade está conectada a uma das principais estruturas logísticas utilizadas pelo agronegócio do Norte e do MATOPIBA:

O COMPLEXO PORTUÁRIO DO ITAQUI.

O Porto do Itaqui funciona como uma importante porta de saída de grãos e entrada de produtos, combustíveis, fertilizantes e outras cargas.

E a BR-135 participa dessa conexão.

Por isso, qualquer vulnerabilidade estrutural nesse corredor merece atenção econômica.

INFRAESTRUTURA URBANA E LOGÍSTICA DO AGRO SE ENCONTRAM NO MESMO PONTO

Esse é um aspecto particularmente interessante do Estreito dos Mosquitos.

A mesma infraestrutura utilizada diariamente pela população também participa de uma rede logística muito maior.

Carros.

Ônibus.

Caminhões.

Abastecimento.

Serviços.

Cargas industriais.

Mercadorias.

Tudo precisa atravessar uma conexão limitada geograficamente.

Isso transforma a ponte em:

INFRAESTRUTURA CRÍTICA.

A OBRA TAMBÉM REVELA UMA QUESTÃO MAIOR

Grandes corredores logísticos costumam ser avaliados pela extensão das rodovias.

Quantos quilômetros foram duplicados?

Quantos quilômetros foram pavimentados?

Mas uma rede pode possuir centenas de quilômetros em boas condições e continuar vulnerável por causa de:

UM ÚNICO PONTO CRÍTICO.

Uma ponte.

Um viaduto.

Um acesso.

Um entroncamento.

Uma travessia urbana.

Um terminal.

É o chamado gargalo.

E gargalos possuem capacidade de reduzir a eficiência de toda a rede.

NO MATOPIBA, ESSA DISCUSSÃO É CADA VEZ MAIS IMPORTANTE

A região produz volumes crescentes de:

soja;

milho;

algodão;

e outras commodities.

Mas produtividade dentro da fazenda é apenas uma parte da competitividade.

Depois da colheita:

A PRODUÇÃO PRECISA SE MOVIMENTAR.

Fazenda.

Armazém.

Rodovia.

Ferrovia.

Terminal.

Porto.

Navio.

Cada etapa adiciona:

tempo;

custo;

risco;

e capacidade operacional.

Quando um elo fica congestionado ou vulnerável, o impacto pode aparecer em toda a cadeia.

ITAQUI É UMA PEÇA IMPORTANTE DESSA EQUAÇÃO

A localização do porto permite atender parte relevante da produção do Arco Norte.

Para o MATOPIBA, isso significa uma alternativa logística estratégica para alcançar mercados internacionais.

Além das exportações, Itaqui também possui importância para a entrada de insumos utilizados no agronegócio.

Assim, o fluxo funciona nos dois sentidos.

GRÃOS SAEM.

INSUMOS ENTRAM.

E infraestrutura precisa funcionar para ambos.

A BR-135 POSSUI OUTRO PROJETO DE GRANDE ESCALA EM ESTUDO

A importância desse corredor também aparece na carteira federal de concessões.

A ANTT mantém em estudo um projeto envolvendo:

BR-135/316 NO MARANHÃO.

São aproximadamente:

437,7 QUILÔMETROS.

O trecho estudado conecta a região de São Luís, passa por Peritoró e segue pela BR-316 até a divisa entre Maranhão e Piauí, na região de Timon/Teresina.

A própria ANTT relaciona o projeto à necessidade de melhorar a logística de uma região marcada pelo crescimento da produção agrícola.

O projeto de concessão, entretanto, ainda está em estudo.

Investimentos, tarifa, custos operacionais e outros parâmetros ainda não estão definidos.

A audiência pública também está indicada como etapa futura.

Portanto, não existe ainda uma concessão concluída desse corredor.

O DESENHO É ESTRATÉGICO

Observe o mapa econômico criado por essa ligação:

São Luís.

Porto do Itaqui.

Interior do Maranhão.

BR-135.

BR-316.

Timon.

Teresina.

Piauí.

A conexão aproxima áreas produtoras, centros consumidores e infraestrutura portuária.

É exatamente esse tipo de corredor que ganha importância conforme o MATOPIBA cresce.

MAS EXISTE UMA DIFERENÇA ENTRE TER UMA ROTA E TER UMA ROTA CONFIÁVEL

Uma estrada pode existir.

Mas competitividade depende de:

qualidade do pavimento;

capacidade;

pontes;

segurança;

tempo de viagem;

manutenção;

sinalização;

e previsibilidade.

Para uma transportadora, previsibilidade é dinheiro.

Para uma indústria, previsibilidade é estoque.

Para um produtor:

PREVISIBILIDADE LOGÍSTICA PODE SIGNIFICAR MARGEM.

A RECONSTRUÇÃO DA PONTE É, PORTANTO, MAIS DO QUE MANUTENÇÃO

Ela atua sobre um ponto sem alternativa rodoviária equivalente para a Ilha de São Luís.

Esse tipo de obra possui um efeito difícil de enxergar quando funciona corretamente.

Uma ponte operacional raramente vira notícia.

Mas basta uma restrição importante para que sua relevância econômica fique evidente.

O MATOPIBA PRECISA OLHAR PARA OS SEUS PONTOS CRÍTICOS

O crescimento da região torna essa discussão cada vez mais necessária.

Não basta pensar apenas em grandes obras novas.

É preciso identificar:

pontes vulneráveis;

trechos urbanos congestionados;

rodovias sem capacidade;

acessos portuários;

entroncamentos;

ferrovias;

terminais;

e estruturas cuja interrupção teria efeito desproporcional.

Em outras palavras:

INFRAESTRUTURA NÃO É APENAS CONSTRUIR.

É também preservar aquilo que sustenta a economia existente.

A SAFRA CRESCE MAIS RÁPIDO QUE MUITAS INFRAESTRUTURAS

Esse é um dos grandes desafios das novas fronteiras econômicas.

A produção pode aumentar rapidamente.

Uma nova tecnologia pode elevar produtividade em poucos anos.

Novas áreas podem entrar em produção.

Indústrias podem ser instaladas.

Mas uma rodovia, ferrovia, ponte ou porto exige:

planejamento;

licenciamento;

projeto;

capital;

obra;

e manutenção.

Por isso, infraestrutura precisa ser planejada olhando:

NÃO PARA A PRODUÇÃO DE HOJE.

Mas para aquilo que a região pretende movimentar daqui a 10 ou 20 anos.

O ESTREITO DOS MOSQUITOS É UM EXEMPLO CLARO

Uma única travessia conecta por rodovia uma capital inteira ao continente e ainda participa do acesso terrestre a uma infraestrutura portuária estratégica.

Isso significa concentração de risco.

A reconstrução iniciada em setembro busca restabelecer a segurança e a capacidade estrutural dessa ligação.

Mas o episódio também deixa uma discussão para todo o MATOPIBA:

QUAIS SÃO OS PONTOS DA NOSSA INFRAESTRUTURA QUE NÃO PODEM PARAR?

Essa pergunta deveria fazer parte do planejamento econômico regional.

Porque produzir mais é fundamental.

Industrializar mais é estratégico.

Exportar mais é positivo.

Mas tudo isso depende de uma condição básica:

CONSEGUIR MOVIMENTAR PESSOAS, INSUMOS E PRODUÇÃO COM SEGURANÇA E PREVISIBILIDADE.

A obra de R$ 176,7 milhões no Maranhão mostra exatamente isso.

Às vezes, uma das infraestruturas mais importantes para uma economia inteira:

É APENAS UMA PONTE.

Até o dia em que ela deixa de funcionar.


MATOPIBA NEWS – Credibilidade que conecta o MATOPIBA.

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Aroldo Junior

Writer & Blogger

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