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Grupo Tomazini avança com complexo bilionário em Uruçuí e pode transformar grãos do MATOPIBA em proteína de maior valor agregado

Com investimento global estimado em R$ 2,1 bilhões, projeto da Nutriza/Friato avança no Sul do Piauí e prevê capacidade futura de até 600 mil aves por dia. Mais do que um frigorífico, empreendimento sinaliza uma nova etapa para o MATOPIBA: industrializar parte da riqueza produzida no próprio Cerrado.

Durante décadas, uma das principais histórias econômicas do MATOPIBA foi a transformação do Cerrado em uma das grandes regiões produtoras de grãos do Brasil.

Agora, outra transformação começa a ganhar escala.

Industrializar essa produção dentro da própria região.

Em Uruçuí, no Sul do Piauí, o Grupo Tomazini avança na implantação do Complexo Industrial Nutriza Alimentos, empreendimento que pretende integrar produção agrícola, fabricação de rações e proteína animal em uma das regiões mais importantes do agronegócio piauiense.

O investimento global divulgado pelo Governo do Piauí é estimado em aproximadamente R$ 2,1 bilhões, com projeção de cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos, faturamento anual potencial de R$ 2,5 bilhões e capacidade futura para abater até 600 mil aves por dia.

O empreendimento representa algo maior do que a instalação de uma indústria.

Ele mostra como o MATOPIBA começa a avançar da condição de grande produtor de commodities para uma etapa em que parte desses grãos pode ser transformada em alimentos de maior valor agregado sem precisar deixar a região.

E há uma atualização importante: informações divulgadas em março apontavam entrega em 2027, mas a própria Friato informou em setembro de 2026 que a previsão atual passou para 2028.

O GRUPO TOMAZINI JÁ ESTÁ NO PIAUÍ HÁ ANOS

O investimento não começou com a construção do frigorífico.

A relação do Grupo Tomazini com o Piauí remonta a 2009, quando a companhia passou a atuar com produção de soja e milho na Fazenda Serra Branca Agrícola, em Uruçuí.

Ou seja:

primeiro veio a produção agrícola.

Depois veio o projeto de verticalização.

Agora, o objetivo é utilizar a força dessa base agrícola para desenvolver uma cadeia agroindustrial muito maior.

Segundo o grupo, a intenção desde o início era reproduzir no Piauí um modelo de integração semelhante ao já desenvolvido em Goiás.

Essa trajetória ajuda a explicar por que Uruçuí foi escolhida.

A indústria está sendo construída próxima da matéria-prima.

MILHO E SOJA PODEM DEIXAR DE SAIR APENAS COMO GRÃOS

Aqui está um dos pontos economicamente mais relevantes do projeto.

A avicultura industrial precisa de enormes volumes de ração.

E dois dos principais componentes utilizados na alimentação das aves são justamente produtos fortemente presentes na agricultura regional:

milho e soja.

Quando esses grãos são simplesmente transportados para outras regiões, grande parte do valor adicionado posteriormente acontece longe do local onde foram produzidos.

Quando existe uma cadeia de proteína animal instalada próxima das lavouras, a lógica muda.

O milho pode entrar na fábrica de ração.

A soja pode fornecer ingredientes proteicos.

A ração alimenta as aves.

As aves chegam ao frigorífico.

A indústria processa a carne.

O produto é embalado.

Distribuído.

Comercializado.

Eventualmente exportado.

O mesmo grão passa a sustentar diversas atividades econômicas antes de chegar ao consumidor.

É A DIFERENÇA ENTRE PRODUZIR E TRANSFORMAR

Imagine uma tonelada de milho saindo do MATOPIBA.

Se ela deixa a região como commodity, a cadeia regional termina relativamente cedo.

Produção.

Armazenagem.

Transporte.

Comercialização.

Agora imagine esse milho permanecendo na região e sendo utilizado para produzir proteína animal.

Surge uma cadeia muito maior:

agricultor;

armazenagem;

fábrica de ração;

avicultura;

genética;

veterinária;

nutrição;

equipamentos;

energia;

frigorífico;

embalagens;

refrigeração;

transporte;

distribuição;

exportação.

A matéria-prima é a mesma.

O número de atividades econômicas construídas ao redor dela é completamente diferente.

600 MIL AVES POR DIA MOSTRAM A ESCALA DO PROJETO

A capacidade futura anunciada impressiona.

O planejamento prevê evolução gradual até alcançar 600 mil aves abatidas por dia.

Quando a pedra fundamental foi lançada, em 2024, o Grupo Tomazini explicou que a implantação seria realizada progressivamente.

A primeira etapa projetava chegar a aproximadamente 200 mil aves por dia.

Posteriormente, 400 mil.

Até atingir a capacidade final de 600 mil aves diariamente.

Isso é importante porque uma operação dessa magnitude não pode simplesmente aparecer pronta.

Toda a cadeia precisa crescer junto.

NÃO BASTA CONSTRUIR O FRIGORÍFICO

Para abater centenas de milhares de aves diariamente, é necessário construir uma estrutura muito maior ao redor da indústria.

São necessários:

aviários;

matrizes;

incubatórios;

produção de pintinhos;

ração;

milho;

soja;

assistência técnica;

medicamentos veterinários;

equipamentos;

energia;

água;

transporte;

refrigeração;

embalagens;

armazenagem;

mão de obra;

logística.

É praticamente um ecossistema empresarial.

Por isso, o impacto potencial do projeto não pode ser medido apenas pelo tamanho físico da planta industrial.

UMA NOVA DEMANDA PARA O MILHO DO CERRADO PIAUIENSE

Essa cadeia pode ter reflexos diretos sobre a agricultura regional.

Uma grande indústria de proteína animal precisa alimentar aves diariamente.

Isso significa demanda contínua por ração.

E demanda por ração significa necessidade contínua de matérias-primas.

Para uma região produtora de milho e soja, isso cria um novo destino potencial para parte da produção.

O produtor deixa de enxergar somente:

trading;

exportação;

armazenagem;

venda para outras regiões.

Passa a existir também uma grande demanda industrial instalada perto da origem.

DISTÂNCIA É DINHEIRO NO AGRONEGÓCIO

Esse ponto é especialmente importante no MATOPIBA.

A região produz grandes volumes de commodities a centenas ou milhares de quilômetros de importantes centros consumidores e portos.

Transportar grãos custa dinheiro.

E quanto menor o valor por tonelada de determinado produto, maior pode ser proporcionalmente o peso do frete.

Por isso, existe uma lógica econômica poderosa em processar parte da produção próximo das fazendas.

Em vez de transportar apenas matéria-prima, a região pode transformar parte dela em produtos de maior valor.

É uma das estratégias clássicas para aumentar a densidade econômica de regiões produtoras.

URUÇUÍ PODE SE TORNAR UM POLO DE PROTEÍNA ANIMAL

Uruçuí já possui importância agrícola consolidada.

O novo complexo adiciona outra possibilidade:

tornar o município também um polo agroindustrial.

Essa diferença é relevante.

Uma região agrícola depende fortemente do desempenho das safras.

Uma região agroindustrial adiciona outra camada de atividade econômica.

A indústria funciona durante praticamente todo o ano.

Compra matérias-primas.

Emprega trabalhadores.

Contrata serviços.

Consome energia.

Movimenta transportadoras.

Demanda manutenção.

Compra equipamentos.

Atrai fornecedores.

Quanto maior a verticalização, maior tende a ser a quantidade de atividades econômicas associadas à produção original.

5 MIL EMPREGOS DIRETOS E INDIRETOS

A estimativa divulgada em março pela Investe Piauí aponta aproximadamente 5 mil empregos diretos e indiretos associados ao empreendimento.

As estimativas de emprego já variaram conforme a fase e a comunicação do projeto: no lançamento da pedra fundamental, em 2024, o governo estadual mencionava cerca de 3 mil empregos diretos e mais de 10 mil indiretos.

A diferença reforça a necessidade de tratar essas projeções como estimativas, e não como postos já existentes.

Mesmo assim, a escala esperada ajuda a mostrar a dimensão econômica pretendida.

Uma indústria desse porte precisará de profissionais em áreas completamente diferentes.

DO CAMPO AO LABORATÓRIO

Uma cadeia avícola industrial emprega muito mais do que trabalhadores dentro do frigorífico.

Ela pode demandar:

veterinários;

zootecnistas;

agrônomos;

engenheiros;

técnicos de manutenção;

eletricistas;

mecânicos;

motoristas;

profissionais de qualidade;

laboratoristas;

especialistas em alimentos;

profissionais administrativos;

TI;

logística;

segurança do trabalho;

gestores.

Essa diversidade pode alterar inclusive o perfil do mercado de trabalho regional.

QUALIFICAÇÃO PASSA A SER UM DESAFIO

Atrair uma indústria é apenas uma parte do processo.

Encontrar milhares de profissionais preparados para operá-la é outra.

O Governo do Piauí informou que existem articulações envolvendo a Secretaria de Educação e o Senai para qualificação de mão de obra destinada ao empreendimento.

Esse é um ponto estratégico.

Se a região pretende aumentar sua industrialização, formação profissional precisa acompanhar.

Caso contrário, empresas podem encontrar capital e matéria-prima, mas enfrentar dificuldade para contratar.

ENERGIA FOI UM DOS GRANDES GARGALOS

A história do projeto mostra também por que industrializar o interior é muito mais complexo do que simplesmente decidir construir uma fábrica.

Segundo informações divulgadas pela Investe Piauí, durante anos uma das principais limitações para a implantação do complexo foi a infraestrutura energética disponível na região.

Uma grande indústria frigorífica possui demanda elétrica significativa.

Refrigeração.

Motores.

Bombas.

Linhas automatizadas.

Compressores.

Iluminação.

Sistemas de tratamento.

Armazenamento refrigerado.

Sem energia disponível em escala e confiabilidade adequadas, um investimento bilionário pode simplesmente se tornar inviável.

UMA NOVA SUBESTAÇÃO AJUDOU A DESTRAVAR O INVESTIMENTO

O avanço ocorreu após a viabilização de uma nova subestação de energia, com participação do Governo do Piauí.

A infraestrutura criou condições para o complexo e pode também beneficiar outros empreendimentos que venham a se instalar na região.

Esse talvez seja um dos pontos mais importantes da história.

Infraestrutura não atende somente a empresa que motivou inicialmente o investimento.

Uma subestação pode aumentar a capacidade de atração industrial de toda uma área.

INFRAESTRUTURA ATRAI INFRAESTRUTURA

Existe um efeito cumulativo.

Uma indústria exige energia.

A energia é ampliada.

Com maior disponibilidade elétrica, outra empresa passa a considerar a região.

Essa nova empresa aumenta a demanda logística.

Rodovias recebem melhorias.

Novos serviços aparecem.

Mais trabalhadores chegam.

Habitação cresce.

Comércio aumenta.

A cidade passa a justificar novos investimentos.

Desenvolvimento regional muitas vezes acontece dessa forma: um grande projeto ajuda a criar condições para o próximo.

ATÉ MORADIA ENTROU NO PLANEJAMENTO

A escala do empreendimento levou a articulações que extrapolam a indústria.

Segundo a Investe Piauí, existe interlocução com a Caixa Econômica Federal para viabilização de moradias destinadas aos trabalhadores, além de ações envolvendo regularização fundiária, licenciamento ambiental, incentivos fiscais e infraestrutura viária.

Isso demonstra a dimensão urbana de um investimento agroindustrial.

Milhares de trabalhadores não precisam apenas de empregos.

Precisam morar.

Consumir.

Levar filhos à escola.

Utilizar serviços de saúde.

Comprar alimentos.

Usar transporte.

Uma grande indústria pode, portanto, modificar também a dinâmica da cidade.

O FATURAMENTO PROJETADO CHEGA A R$ 2,5 BILHÕES POR ANO

Outra projeção divulgada pelo Governo do Piauí chama atenção.

Quando plenamente implantado, o complexo poderá alcançar aproximadamente R$ 2,5 bilhões em faturamento anual.

Novamente, trata-se de projeção, não de receita atual.

Mas o número permite dimensionar o porte empresarial pretendido.

Uma operação com faturamento nessa escala passa a ter relevância não apenas para Uruçuí.

Pode influenciar cadeias econômicas em diversas cidades do Sul do Piauí e em outras partes do MATOPIBA.

O FRANGO PODE CRIAR UMA PONTE ENTRE AGRICULTURA E PEQUENOS PRODUTORES

Outro aspecto relevante da avicultura industrial é a possibilidade de sistemas de integração.

Nesse modelo, produtores parceiros podem criar aves dentro de padrões técnicos definidos pela agroindústria.

A empresa normalmente fornece ou coordena elementos importantes da cadeia, enquanto o integrado participa da etapa de criação.

A estrutura exata do modelo que será adotado em Uruçuí dependerá da estratégia operacional do grupo, mas o crescimento da avicultura regional abre espaço para uma rede produtiva que pode alcançar propriedades além das grandes fazendas de grãos.

É uma diferença importante em relação a algumas cadeias agrícolas altamente concentradas.

O PRODUTOR DE GRÃOS PODE VIRAR FORNECEDOR DA PROTEÍNA

Existe uma relação interessante aqui.

O agricultor pode nunca criar um único frango.

Ainda assim, pode fazer parte da cadeia avícola.

Se produz milho utilizado na ração, já está inserido nela.

Se produz soja destinada ao farelo, também.

Se presta serviços agrícolas para fornecedores da indústria, novamente participa.

A cadeia de proteína animal conecta atividades que inicialmente parecem separadas.

A FRIO É OUTRO DESAFIO LOGÍSTICO

Produzir carne adiciona uma complexidade que não existe da mesma forma no transporte de grãos.

O produto precisa permanecer dentro de condições adequadas de temperatura.

Isso exige:

câmaras frigoríficas;

caminhões refrigerados;

monitoramento;

energia confiável;

centros de distribuição;

controle rigoroso de tempo.

A chamada cadeia do frio passa a integrar a infraestrutura regional.

Esse tipo de operação também pode estimular empresas especializadas em refrigeração e logística.

DO PIAUÍ PARA OUTROS PAÍSES

O planejamento do empreendimento não está restrito ao mercado regional.

A Investe Piauí informou que trabalha também na articulação para inserção internacional dos produtos, inclusive por meio de seu escritório na China. Um dos exemplos citados é o mercado asiático para produtos como pés de frango, que possuem demanda comercial relevante naquele continente.

Esse detalhe mostra como cadeias globais conseguem valorizar produtos de maneiras diferentes.

Uma parte da ave com menor demanda em determinado mercado pode possuir alto valor comercial em outro.

A exportação permite otimizar o aproveitamento econômico da produção.

PARA EXPORTAR CARNE, O DESAFIO É MAIOR DO QUE EXPORTAR GRÃOS

A exportação de proteína animal envolve requisitos sanitários rigorosos.

O país importador precisa reconhecer as condições sanitárias brasileiras.

Plantas industriais precisam ser habilitadas.

Produtos precisam atender especificações.

Existe fiscalização.

Certificação.

Rastreabilidade.

Controle de resíduos.

Inspeção.

Temperatura.

Documentação.

Por isso, entrar no mercado internacional exige construção gradual.

Mas, quando uma planta consegue acessar mercados externos, amplia significativamente seu universo comercial.

A FRIATO JÁ POSSUI EXPERIÊNCIA NO SETOR

O projeto não está sendo desenvolvido por um grupo estreante na proteína animal.

O Grupo Tomazini atua por meio de marcas como Friato e Nutriza, com experiência construída na avicultura e processamento de alimentos.

A própria Friato descreve o empreendimento piauiense como um dos projetos mais importantes da história do grupo e informou, em 2 de setembro de 2026, que as obras continuam avançando.

A atualização é particularmente relevante porque confirma que o projeto continua em implantação.

A PREVISÃO MAIS RECENTE É 2028

Existe aqui uma atualização importante em relação às informações divulgadas anteriormente.

Em março de 2026, a Investe Piauí mencionava previsão de entrega em 2027.

Em setembro, entretanto, a própria Friato passou a informar 2028 como previsão de entrega.

Para uma obra dessa magnitude, alterações de cronograma não são incomuns.

Mas jornalisticamente é importante utilizar a informação mais recente.

Portanto, 2028 é atualmente a referência divulgada pela empresa para conclusão do complexo.

A LOCALIZAÇÃO TAMBÉM É ESTRATÉGICA

O complexo está sendo construído às margens da PI-247, no corredor que liga Uruçuí aos municípios de Ribeiro Gonçalves e Baixa Grande do Ribeiro.

Não são municípios escolhidos aleatoriamente em um mapa.

Estamos falando do coração de uma região agrícola de grande importância para o Piauí.

Essa proximidade reduz a distância entre:

produção de grãos;

indústria;

fornecedores;

potenciais integrados.

Mais uma vez, aparece a lógica de aproximar processamento da matéria-prima.

E OUTRA GRANDE INDÚSTRIA ESTÁ SURGINDO NA MESMA REGIÃO

O movimento de Uruçuí não acontece isoladamente.

A região também vem recebendo investimentos em bioenergia, incluindo projeto de produção de etanol a partir de milho e sorgo.

Informações da Investe Piauí indicaram investimento superior a R$ 1 bilhão nesse outro empreendimento industrial, com capacidade projetada para processar grandes volumes de milho diariamente.

A combinação é extremamente significativa.

De um lado, milho pode virar ração e proteína animal.

Do outro, pode virar etanol e coprodutos para nutrição animal.

É o começo de uma estrutura industrial mais complexa sobre a mesma base agrícola.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO EM URUÇUÍ É VERTICALIZAÇÃO

Esse conceito ajuda a compreender todo o processo.

Durante a primeira fase de desenvolvimento agrícola, a prioridade é produzir.

Na segunda, surge infraestrutura para armazenar e transportar.

Depois, começam a aparecer indústrias capazes de transformar a produção.

Quanto mais etapas permanecem dentro da região, maior é a verticalização da cadeia.

E potencialmente maior é a parcela de valor econômico que permanece no território.

O MATOPIBA PRODUZ MUITO — MAS AINDA PODE TRANSFORMAR MUITO MAIS

Essa talvez seja uma das maiores oportunidades econômicas das próximas décadas.

O MATOPIBA já demonstrou capacidade para produzir soja, milho, algodão e outras culturas em enorme escala.

A próxima pergunta é:

quanto dessa produção poderá ser processada dentro do próprio MATOPIBA?

Soja pode virar óleo, farelo e biodiesel.

Milho pode virar etanol, ração, amidos e proteína animal.

Algodão pode avançar pela cadeia têxtil.

Biomassa pode virar energia.

Resíduos podem virar biogás.

Quanto maior o processamento regional, maior pode ser a diversidade econômica criada ao redor da agricultura.

O CAMPO PASSA A SUSTENTAR A INDÚSTRIA

Essa relação modifica inclusive o significado do agronegócio.

Agronegócio não é somente o que acontece dentro da fazenda.

É tudo aquilo que existe antes, dentro e depois dela.

O complexo da Nutriza ajuda a visualizar isso.

A soja e o milho nascem no campo.

Mas passam a sustentar:

fábricas;

empregos urbanos;

logística;

tecnologia;

serviços;

comércio;

exportação.

A produtividade agrícola passa a funcionar como combustível para a industrialização.

UM INVESTIMENTO DE R$ 2,1 BILHÕES É TAMBÉM UM VOTO ECONÔMICO DE CONFIANÇA

Grandes grupos empresariais não imobilizam bilhões de reais sem analisar profundamente o território.

Antes de um investimento desse porte, entram na equação:

disponibilidade de matéria-prima;

mercado consumidor;

infraestrutura;

energia;

mão de obra;

tributação;

logística;

segurança jurídica;

potencial de crescimento.

A decisão do Grupo Tomazini de avançar em Uruçuí sinaliza uma leitura empresarial sobre o potencial de longo prazo da região.

O VERDADEIRO PROTAGONISMO É CRIAR UMA CADEIA

É por isso que o projeto merece espaço entre os PROTAGONISTAS do MATOPIBA.

Não apenas pelo tamanho do investimento.

Nem apenas pelos R$ 2,1 bilhões.

Nem somente pelas 600 mil aves por dia previstas na capacidade futura.

O ponto mais relevante é o que existe ao redor desses números.

Uma grande indústria de proteína animal pode conectar:

a lavoura de milho;

a lavoura de soja;

o produtor integrado;

a fábrica de ração;

o frigorífico;

o transportador;

o técnico;

o veterinário;

o mecânico;

o eletricista;

o comerciante;

e, potencialmente, consumidores do outro lado do mundo.

É assim que uma commodity começa a sustentar uma economia muito maior.

URUÇUÍ PODE REPRESENTAR UMA NOVA FASE DO MATOPIBA

Durante muito tempo, o grande símbolo do avanço regional foi a lavoura.

Depois vieram grandes armazéns, máquinas, concessionárias, revendas e tradings.

A próxima imagem do desenvolvimento do MATOPIBA pode incluir cada vez mais:

fábricas.

Fábricas que utilizem aquilo que já produzimos.

Fábricas que estejam próximas da matéria-prima.

Fábricas que criem empregos especializados.

Fábricas que tragam novos fornecedores.

Fábricas capazes de vender produtos de maior valor para o Brasil e para o mundo.

O complexo do Grupo Tomazini em Uruçuí ainda está em construção e sua capacidade plena dependerá da execução das diferentes etapas planejadas.

Mas a direção estratégica já está clara.

Depois de transformar o Cerrado em uma potência na produção de grãos, o MATOPIBA começa a enfrentar um novo desafio:

transformar mais desses grãos em riqueza dentro do próprio MATOPIBA.

E, em Uruçuí, essa transformação já começou a ganhar forma em concreto, aço e investimento bilionário.

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