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Frísia inicia obra de R$ 100 milhões no Tocantins e prepara estrutura para receber 600 toneladas de grãos por hora

Novo entreposto em Pium terá capacidade para armazenar 42 mil toneladas, beneficiamento de 240 toneladas por hora e estrutura própria para insumos. Investimento marca os dez anos da cooperativa no Tocantins e transforma expansão agrícola em nova infraestrutura dentro do MATOPIBA.

Uma nova estrutura de grande porte começou a sair do papel no agronegócio do Tocantins.

A Frísia Cooperativa Agroindustrial iniciou as obras de construção de seu novo entreposto em Pium, na região central do estado.

O investimento previsto é de aproximadamente:

R$ 100 MILHÕES.

Quando estiver concluída, a unidade terá capacidade para:

ARMAZENAR 42 MIL TONELADAS DE GRÃOS.

RECEBER ATÉ 600 TONELADAS POR HORA.

BENEFICIAR ATÉ 240 TONELADAS POR HORA.

Além disso, o complexo contará com um armazém específico para insumos agrícolas.

A previsão atual da cooperativa é concluir o empreendimento em janeiro de 2028.

Mais do que a construção de outro armazém, o projeto mostra como o crescimento da produção agrícola está provocando uma segunda onda de investimentos dentro do MATOPIBA:

A EXPANSÃO DA INFRAESTRUTURA AO REDOR DA FAZENDA.

O ANÚNCIO AGORA VIROU OBRA

Existe uma diferença importante entre o momento atual e o anúncio realizado anteriormente pela cooperativa.

A Frísia apresentou o projeto do entreposto de Pium em abril de 2026.

Na ocasião, a expectativa era iniciar a construção em junho.

Isso não aconteceu dentro do cronograma inicialmente informado.

Agora, em outubro, a própria cooperativa confirmou que as obras efetivamente começaram.

Portanto, o investimento passa de uma fase de planejamento para uma etapa concreta de implantação.

O prazo de conclusão divulgado permanece em janeiro de 2028.

POR QUE PIUM?

A decisão não aconteceu de maneira aleatória.

Segundo a Frísia, foram realizados estudos durante aproximadamente três anos antes da definição do investimento.

A cooperativa analisou o potencial agrícola da região e a presença de produtores já atendidos pela organização.

Pium está localizado em uma área estratégica do Tocantins e possui ligação com uma região de crescente produção agropecuária.

Para uma cooperativa, aproximar estruturas de recebimento dos produtores pode reduzir deslocamentos e melhorar a organização logística da produção.

Esse é justamente um dos objetivos apresentados pela Frísia.

600 TONELADAS POR HORA

Um dos números que mais chama atenção no projeto é sua capacidade de recebimento.

A nova unidade foi projetada para movimentar até:

600 TONELADAS DE GRÃOS POR HORA.

Para dimensionar essa capacidade, se a estrutura operasse durante uma hora em sua capacidade máxima nominal de recebimento, o volume corresponderia a aproximadamente:

10 MIL SACAS DE 60 KG.

Em oito horas teóricas de operação contínua nessa capacidade máxima, seriam 4,8 mil toneladas.

Ou aproximadamente:

80 MIL SACAS.

Esses cálculos servem apenas para demonstrar a escala nominal da estrutura.

Na operação real, o volume efetivamente recebido dependerá de fatores como fluxo de caminhões, disponibilidade dos equipamentos, tipo e condição dos grãos, procedimentos operacionais e demanda.

42 MIL TONELADAS DE ARMAZENAGEM

Depois do recebimento, existe outro desafio:

ONDE COLOCAR OS GRÃOS?

O novo entreposto terá capacidade estática total de:

42 MIL TONELADAS.

Considerando apenas uma equivalência matemática de 60 quilos por saca, isso corresponde a aproximadamente:

700 MIL SACAS.

Capacidade estática não significa que apenas esse volume poderá passar pela unidade durante todo o ano.

Os estoques podem entrar e sair, permitindo diferentes giros da estrutura ao longo do período.

Por isso, a movimentação anual potencial pode ser superior à capacidade estática, dependendo da operação.

A UNIDADE TAMBÉM VAI BENEFICIAR OS GRÃOS

O projeto não se limita ao recebimento e armazenamento.

A Frísia prevê uma linha de beneficiamento com capacidade de:

240 TONELADAS POR HORA.

O beneficiamento é uma etapa importante para preparar os produtos para armazenamento ou comercialização, conforme as características e exigências de cada cultura.

A estrutura pode envolver processos de limpeza e classificação, entre outras operações aplicáveis.

Isso aumenta a capacidade de prestação de serviços aos cooperados.

UM ARMAZÉM SERÁ DESTINADO A INSUMOS

Outra característica do projeto é a presença de uma estrutura específica para insumos agrícolas.

Isso transforma o entreposto em um ponto de apoio que vai além da entrega da safra.

A unidade poderá aproximar produtos e serviços necessários ao cotidiano dos cooperados.

Essa integração é uma das características do modelo cooperativista.

O produtor entrega sua produção, mas também pode acessar assistência técnica, insumos e soluções comerciais oferecidas pela cooperativa.

O INVESTIMENTO ACONTECE NO ANO EM QUE A FRÍSIA COMPLETA 10 ANOS NO TOCANTINS

A Frísia chegou ao Tocantins em 2016.

Em 2026, completa uma década de atuação no estado.

Segundo a própria cooperativa, atualmente sua operação tocantinense reúne aproximadamente:

110 COOPERADOS.

CERCA DE 60 COLABORADORES.

A estrutura existente inclui entrepostos em:

PARAÍSO DO TOCANTINS.

DOIS IRMÃOS DO TOCANTINS.

Além de escritório administrativo em Palmas.

Pium será uma nova etapa dessa expansão.

A ÁREA ASSISTIDA PELA COOPERATIVA CRESCEU

O avanço da infraestrutura acompanha a expansão da produção de seus cooperados.

Dados divulgados pela própria Frísia mostram que a área de soja cultivada pelos cooperados no Tocantins passou de aproximadamente:

14,7 MIL HECTARES NA SAFRA 2020/21

para:

40,4 MIL HECTARES NA SAFRA 2024/25.

Isso representa um crescimento expressivo em poucos ciclos agrícolas.

Para a safra 2026/27, a cooperativa informou em setembro expectativa de aproximadamente:

42 MIL HECTARES DE ÁREA ASSISTIDA NO ESTADO.

O avanço ajuda a explicar a necessidade de ampliar a estrutura operacional.

QUANDO A PRODUÇÃO CRESCE, O ARMAZENAMENTO PRECISA ACOMPANHAR

Esse é um dos grandes desafios do agronegócio brasileiro.

Produzir mais não resolve todos os problemas.

Depois da colheita, os grãos precisam ser:

Recebidos.

Limpos.

Secos, quando necessário.

Armazenados.

Comercializados.

Transportados.

Se a infraestrutura não acompanha o crescimento da produção, surgem gargalos.

Filas.

Maior pressão logística.

Necessidade de transporte imediato.

Menor flexibilidade comercial.

Por isso, investimentos em armazenagem possuem importância estratégica para regiões agrícolas em expansão.

ARMAZENAGEM TAMBÉM PODE DAR MAIS FLEXIBILIDADE COMERCIAL

Quando o produtor possui alternativas de armazenagem, ele pode ter maior flexibilidade para organizar a comercialização.

Isso não significa que armazenar sempre será financeiramente mais vantajoso.

Existem custos.

Existem riscos.

E existem condições de mercado que podem favorecer uma venda imediata.

Mas a ausência de capacidade de armazenamento pode reduzir as alternativas disponíveis.

Em momentos de concentração da colheita, esse problema se torna ainda mais evidente.

O MATOPIBA PRECISA TRANSFORMAR PRODUÇÃO EM INFRAESTRUTURA

O crescimento agrícola da região criou uma demanda gigantesca por estruturas complementares.

Armazéns.

Rodovias.

Ferrovias.

Terminais.

Oficinas.

Transportadoras.

Indústrias.

Distribuidoras.

Empresas de tecnologia.

O investimento da Frísia em Pium faz parte desse processo.

A agricultura gera escala.

A escala cria demanda.

E a demanda começa a atrair novos investimentos.

MAIS DE 200 TRABALHADORES DURANTE AS OBRAS

Segundo a previsão apresentada pela cooperativa, a implantação deverá mobilizar:

MAIS DE 200 TRABALHADORES DURANTE A CONSTRUÇÃO.

Após a entrada em operação, a expectativa divulgada é de aproximadamente:

20 EMPREGOS DIRETOS.

Essa diferença é normal em projetos de infraestrutura.

A fase de construção exige maior quantidade de profissionais temporariamente.

Depois da conclusão, a operação passa a utilizar uma equipe permanente menor e especializada.

Portanto, não é correto afirmar que os mais de 200 postos serão empregos permanentes.

O PROJETO FAZ PARTE DE UMA ESTRATÉGIA ATÉ 2030

O novo entreposto não é uma iniciativa isolada.

A Frísia afirma que o investimento integra seu planejamento estratégico para o período de:

2025 A 2030.

Um dos objetivos é ampliar de maneira sustentável sua atuação no Tocantins.

Isso demonstra uma decisão empresarial de longo prazo.

A cooperativa não está apenas construindo uma unidade.

Está ampliando sua presença dentro de uma das principais regiões agrícolas brasileiras.

UMA COOPERATIVA PARANAENSE APOSTANDO NO TOCANTINS

A história da Frísia começou muito longe do MATOPIBA.

A cooperativa foi fundada no Paraná e possui mais de um século de trajetória.

Sua expansão para o Tocantins demonstra como o desenvolvimento agrícola da região passou a atrair organizações tradicionais de outras partes do Brasil.

Esse movimento é significativo.

Empresas e cooperativas não expandem suas estruturas apenas porque uma região produz muito.

Elas precisam enxergar potencial de crescimento, escala operacional e oportunidades de longo prazo.

O investimento em Pium indica que a Frísia vê essas condições no Tocantins.

O COOPERATIVISMO TAMBÉM AVANÇA NO MATOPIBA

Grande parte do crescimento agrícola regional ocorreu por meio de produtores independentes e empresas privadas.

Mas o cooperativismo começa a ampliar sua presença.

O modelo permite reunir produtores em estruturas compartilhadas de compra, assistência, armazenagem e comercialização.

Isso pode gerar escala para determinadas operações.

Entretanto, como qualquer modelo empresarial, seu desempenho depende de gestão, governança, eficiência e participação dos cooperados.

A expansão da Frísia mostra que esse formato também busca espaço no novo ciclo econômico do Tocantins.

A LOCALIZAÇÃO PODE REDUZIR DESLOCAMENTOS

Um dos argumentos apresentados pela cooperativa para o investimento em Pium é aproximar a infraestrutura dos produtores atendidos.

Distância significa custo.

Um caminhão que percorre quilômetros adicionais para entregar uma carga consome combustível, tempo e recursos operacionais.

Quando a estrutura de recebimento está mais próxima das áreas produtoras, parte desses deslocamentos pode ser reduzida.

O benefício efetivo dependerá da localização de cada propriedade e da logística utilizada.

Mas a proximidade foi um dos fatores considerados no projeto.

INFRAESTRUTURA DE PÓS-COLHEITA É PARTE DA COMPETITIVIDADE

A produtividade costuma receber grande atenção no agronegócio.

Quantas sacas por hectare?

Quanto a lavoura produziu?

Mas existe outra pergunta igualmente importante:

QUANTO CUSTA LEVAR ESSA PRODUÇÃO ATÉ O MERCADO?

A competitividade não termina na porteira.

Custos logísticos e perdas pós-colheita também influenciam o resultado econômico.

É por isso que estruturas de armazenagem e beneficiamento são tão relevantes.

PIUM ENTRA NO MAPA DOS GRANDES INVESTIMENTOS DO AGRO TOCANTINENSE

Com aproximadamente R$ 100 milhões previstos, o empreendimento coloca Pium em uma nova posição dentro da infraestrutura agrícola estadual.

O município passa a receber uma estrutura dimensionada para atender volumes significativos de produção.

A escolha também mostra que os investimentos do agronegócio não precisam ficar concentrados exclusivamente nas maiores cidades.

À medida que novas regiões produtoras ganham escala, municípios menores podem se tornar pontos estratégicos para armazenamento, logística e serviços.

O INVESTIMENTO AINDA NÃO ESTÁ CONCLUÍDO

Essa distinção é fundamental.

Os R$ 100 milhões representam o investimento previsto para o empreendimento.

A obra começou agora.

Portanto, não significa que R$ 100 milhões já tenham sido integralmente desembolsados ou executados.

Da mesma forma, a capacidade de 42 mil toneladas corresponde à estrutura planejada para quando o entreposto estiver concluído.

A previsão de entrega é janeiro de 2028.

Até lá, o projeto seguirá em implantação.

O PROTAGONISMO ESTÁ NA DECISÃO DE INVESTIR ANTES DO PRÓXIMO SALTO

O movimento da Frísia ajuda a compreender uma transformação que acontece no MATOPIBA.

Durante muito tempo, o crescimento regional foi medido principalmente pelo avanço da área cultivada e pelo aumento da produção.

Agora, uma nova etapa começa a ganhar importância:

A INFRAESTRUTURA QUE PERMITE SUSTENTAR ESSA PRODUÇÃO.

A região precisa armazenar mais.

Beneficiar mais.

Transportar melhor.

Industrializar mais.

E oferecer mais serviços aos produtores.

O entreposto de Pium é uma peça desse processo.

OS NÚMEROS DO NOVO ENTREPOSTO

INVESTIMENTO PREVISTO: CERCA DE R$ 100 MILHÕES.

ARMAZENAGEM: 42 MIL TONELADAS.

RECEBIMENTO: ATÉ 600 TONELADAS POR HORA.

BENEFICIAMENTO: 240 TONELADAS POR HORA.

CONSTRUÇÃO: MAIS DE 200 TRABALHADORES PREVISTOS.

OPERAÇÃO: CERCA DE 20 EMPREGOS DIRETOS PREVISTOS.

CONCLUSÃO: JANEIRO DE 2028.

Os números revelam mais do que o tamanho de um armazém.

Mostram uma empresa centenária ampliando sua aposta no Tocantins.

E mostram que, conforme o MATOPIBA aumenta sua capacidade produtiva, uma nova disputa empresarial começa a acontecer:

QUEM VAI CONSTRUIR A INFRAESTRUTURA NECESSÁRIA PARA MOVIMENTAR A PRÓXIMA GERAÇÃO DO AGRONEGÓCIO REGIONAL?

A Frísia acaba de colocar aproximadamente R$ 100 milhões nessa resposta.

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Aroldo Junior

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