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Inpasa transforma milho em energia no Oeste da Bahia e investimento de R$ 1,3 bilhão coloca Luís Eduardo Magalhães em nova rota da bioindústria

Biorrefinaria instalada em Luís Eduardo Magalhães pode processar até 1 milhão de toneladas de grãos por ano e produzir até 498 milhões de litros de etanol. Além do combustível, operação gera DDGS, óleo vegetal e bioeletricidade, criando um novo mercado industrial para milho e sorgo no coração agrícola do Oeste baiano.

Durante décadas, grande parte do crescimento econômico do Oeste da Bahia foi sustentada por uma lógica relativamente simples:

PRODUZIR GRÃOS.

Soja.

Milho.

Algodão.

Sorgo.

A região se tornou uma das maiores potências agrícolas brasileiras.

Agora, uma nova etapa começa a ganhar escala.

TRANSFORMAR PARTE DESSA PRODUÇÃO DENTRO DO PRÓPRIO MATOPIBA.

É exatamente isso que representa a chegada da Inpasa a Luís Eduardo Magalhães.

A companhia colocou em operação em 2026 uma das maiores estruturas industriais já instaladas no município.

O investimento:

APROXIMADAMENTE R$ 1,3 BILHÃO.

A capacidade industrial autorizada permite chegar a aproximadamente:

1 MILHÃO DE TONELADAS DE GRÃOS PROCESSADOS POR ANO;

498 MILHÕES DE LITROS DE ETANOL;

248,9 MIL TONELADAS DE DDGS;

24,8 MIL TONELADAS DE ÓLEO VEGETAL;

além de geração de energia.

É uma mudança importante na estrutura econômica regional.

Porque o milho que antes poderia simplesmente deixar o Oeste baiano como commodity agora pode entrar em uma indústria dentro de Luís Eduardo Magalhães e sair transformado em:

combustível;

proteína para alimentação animal;

óleo;

energia.

Essa é a lógica da agregação de valor.

A INPASA NÃO CHEGOU AO OESTE APENAS PARA COMPRAR GRÃOS

Ela chegou para industrializá-los.

Essa diferença é fundamental.

Quando uma trading compra milho e envia o produto para outro mercado, grande parte do valor industrial será criada em outro lugar.

Quando existe processamento próximo à origem, novas etapas econômicas permanecem na região.

Compra.

Transporte.

Armazenagem.

Processamento.

Manutenção industrial.

Energia.

Serviços.

Empregos especializados.

Comercialização de coprodutos.

Logística de distribuição.

É assim que uma região agrícola começa a construir uma economia agroindustrial.

1 MILHÃO DE TONELADAS POR ANO MUDA A ESCALA DA DEMANDA

A capacidade projetada da unidade de Luís Eduardo Magalhães chega a aproximadamente 1 milhão de toneladas de grãos por ano.

Para entender a dimensão:

se todo esse volume fosse convertido para sacas de 60 quilos, estaríamos falando de aproximadamente:

16,7 MILHÕES DE SACAS.

Naturalmente, capacidade industrial não significa utilização integral desde o primeiro dia.

Ramp-up industrial leva tempo.

Oferta de matéria-prima varia.

Mix de produção muda.

Mercado interfere.

Mas o número mostra a escala potencial do novo comprador instalado dentro da região.

ISSO PODE MUDAR A EQUAÇÃO DO MILHO NO OESTE

Historicamente, uma das dificuldades de regiões produtoras distantes dos grandes centros consumidores é justamente o custo de transportar commodities de menor valor por tonelada.

Milho é um exemplo clássico.

Produzir é uma parte da equação.

Encontrar mercado competitivo próximo é outra.

Quando surge uma indústria capaz de consumir grandes volumes dentro da própria região, aparece uma nova alternativa de comercialização.

Em vez de necessariamente movimentar o grão por centenas ou milhares de quilômetros, existe demanda industrial mais próxima da origem.

DISTÂNCIA É CUSTO

Um caminhão transportando milho possui:

diesel;

motorista;

pneus;

pedágio;

manutenção;

depreciação;

tempo;

capital imobilizado.

Quanto maior a distância entre a fazenda e o consumidor, maior tende a ser o peso logístico.

Por isso, industrialização próxima à produção possui uma vantagem estrutural.

ELA APROXIMA A DEMANDA DA OFERTA.

E LUÍS EDUARDO MAGALHÃES ESTÁ NO CENTRO DESSA OFERTA

A escolha da cidade não aconteceu por acaso.

LEM está inserida em um dos maiores polos produtores de grãos do Brasil.

Ao redor do município existe uma extensa estrutura agrícola formada por localidades como:

São Desidério;

Barreiras;

Correntina;

Formosa do Rio Preto;

Riachão das Neves;

Jaborandi;

Cocos;

e outros municípios do Oeste baiano.

Isso significa acesso a uma base produtiva de grande escala.

Mas existe outra vantagem.

INFRAESTRUTURA EMPRESARIAL.

Luís Eduardo Magalhães se consolidou como um centro regional de:

comércio;

serviços;

máquinas;

insumos;

logística;

tecnologia;

finanças;

consultoria;

mão de obra especializada.

Uma indústria dessa dimensão não depende apenas de milho.

Depende de todo um ecossistema.

A PLANTA ESTÁ INSTALADA ÀS MARGENS DA BR-242

A localização também é estratégica.

A unidade ocupa área superior a 125 mil metros quadrados na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, no km 901 da BR-242.

A rodovia é um dos principais corredores de integração do Oeste baiano.

Por ela circulam:

grãos;

fertilizantes;

combustíveis;

máquinas;

insumos;

cargas industriais.

Uma biorrefinaria precisa receber matéria-prima continuamente e distribuir produtos continuamente.

Logística, portanto, não é um detalhe.

É parte da própria operação industrial.

MAS O QUE A INPASA FAZ COM O MILHO?

A resposta mais conhecida é:

ETANOL.

Mas reduzir uma biorrefinaria apenas ao combustível significa ignorar grande parte de sua lógica econômica.

O grão entra.

Diferentes produtos saem.

Essa é justamente uma das forças do modelo.

PRIMEIRO PRODUTO: ETANOL

A licença operacional concedida à unidade contempla capacidade de produção de até:

498 MILHÕES DE LITROS POR ANO.

É uma escala relevante para o mercado baiano.

Historicamente, a Bahia dependeu da entrada de etanol produzido em outros estados para complementar seu abastecimento.

Com uma grande unidade produtora instalada no Oeste, parte dessa dinâmica começa a mudar.

O combustível pode ser produzido muito mais próximo de importantes mercados consumidores dentro do próprio estado e do Nordeste.

E ISSO MUDA A LOGÍSTICA DO COMBUSTÍVEL

Antes, parte do etanol precisava percorrer longas distâncias para chegar ao mercado baiano.

Agora existe produção em escala industrial dentro do estado.

Isso pode reduzir distâncias logísticas em determinados fluxos.

E distância, novamente, significa custo.

Quanto menos quilômetros forem necessários entre produção e consumo, maior pode ser a eficiência da cadeia.

MAS O SEGUNDO PRODUTO TALVEZ SEJA AINDA MAIS ESTRATÉGICO PARA O FUTURO DO MATOPIBA

DDGS.

A sigla vem de Dried Distillers Grains with Solubles.

Em português, são grãos secos de destilaria com solúveis.

É um coproduto da fabricação de etanol de grãos.

E possui elevada importância para nutrição animal.

A unidade de LEM possui capacidade autorizada próxima de:

249 MIL TONELADAS POR ANO.

ISSO SIGNIFICA QUE MILHO PODE VIRAR PROTEÍNA ANIMAL INDIRETAMENTE

A lógica é interessante.

O milho entra na biorrefinaria.

Parte de seu amido é utilizada na fabricação do etanol.

Outros componentes são concentrados no DDGS.

Esse produto pode ser utilizado na formulação de dietas para diferentes cadeias animais, conforme critérios nutricionais e técnicos.

Assim, uma indústria de combustível também pode se tornar fornecedora de matéria-prima para:

bovinos;

aves;

suínos;

entre outras cadeias.

É AQUI QUE COMEÇA UMA NOVA POSSIBILIDADE PARA O OESTE DA BAHIA

A região já produz enormes quantidades de grãos.

Mas ainda possui espaço para ampliar significativamente sua produção de proteína animal.

O DDGS cria mais uma peça nessa equação.

Milho.

Soja.

Farelos.

DDGS.

Estrutura agrícola.

Área disponível.

Mercado consumidor.

Tudo isso pode contribuir para tornar cadeias de:

avicultura;

suinocultura;

confinamento;

nutrição animal

mais competitivas regionalmente.

UMA INDÚSTRIA PODE PUXAR OUTRA

Esse é um dos mecanismos clássicos de desenvolvimento industrial.

Uma empresa se instala.

Cria um produto secundário.

Esse produto se transforma em matéria-prima para outra atividade.

Outra empresa percebe oportunidade.

Novos investimentos aparecem.

A economia começa a formar clusters.

Não significa que isso acontecerá automaticamente.

Mas a infraestrutura produtiva necessária começa a existir.

O TERCEIRO PRODUTO É ÓLEO VEGETAL

A licença da unidade contempla capacidade anual próxima de:

24,9 MIL TONELADAS.

Novamente, aquilo que entrou como grão não sai como um único produto.

A indústria fraciona valor.

Essa capacidade de gerar diferentes receitas a partir da mesma matéria-prima ajuda a explicar a expansão das biorrefinarias de grãos no Brasil.

E EXISTE UM QUARTO COMPONENTE: ENERGIA

O processo industrial também envolve geração de bioeletricidade.

O projeto financiado pelo BNDES foi estruturado para produzir até aproximadamente 185 GWh de energia elétrica por ano.

Isso significa que a planta não deve ser interpretada apenas como:

“uma fábrica de etanol”.

Ela é uma BIORREFINARIA.

Grãos entram.

Combustível, nutrição animal, óleo e energia saem.

O MODELO É UMA FORMA DE VERTICALIZAÇÃO DO AGRONEGÓCIO

Compare duas situações.

MODELO 1

A região produz milho.

O milho é carregado.

Percorre grandes distâncias.

É processado em outra região.

O valor industrial fica fora da origem.

MODELO 2

A região produz milho.

Uma parte é processada localmente.

Transforma-se em:

etanol;

DDGS;

óleo;

energia.

Serviços industriais também são demandados localmente.

A segunda estrutura possui maior capacidade de retenção de valor.

É EXATAMENTE ESSA TRANSFORMAÇÃO QUE O MATOPIBA COMEÇA A EXPERIMENTAR

Durante a primeira grande fase de desenvolvimento regional, o desafio era:

PRODUZIR.

Abrir áreas.

Corrigir solo.

Desenvolver cultivares.

Adaptar sistemas.

Construir conhecimento.

Elevar produtividade.

Depois veio outro desafio:

ESCOAR.

Rodovias.

Armazéns.

Ferrovias.

Terminais.

Portos.

Agora começa a aparecer uma terceira etapa:

INDUSTRIALIZAR.

Transformar matéria-prima antes que ela deixe a região.

E A INPASA ESTÁ FAZENDO ISSO EM MAIS DE UM PONTO DO MATOPIBA

Luís Eduardo Magalhães não é a única operação da companhia na região.

A Inpasa também possui biorrefinaria em:

BALSAS, NO MARANHÃO.

Isso cria algo extremamente relevante.

Uma mesma grande empresa de bioenergia passa a operar em dois polos agrícolas estratégicos do MATOPIBA:

BALSAS + LUÍS EDUARDO MAGALHÃES.

São dois dos principais centros empresariais e produtivos da fronteira agrícola.

A EXPANSÃO PARA O NORDESTE FAZ PARTE DE UMA ESTRATÉGIA MAIOR

A Inpasa nasceu no Paraguai e construiu forte expansão no Brasil.

Hoje possui unidades em estados como:

Mato Grosso;

Mato Grosso do Sul;

Maranhão;

Bahia.

A companhia também segue ampliando sua capacidade em outras regiões produtoras.

A lógica acompanha a expansão do etanol de grãos brasileiro.

Onde existe grande produção de milho, infraestrutura e mercado, existe potencial para processamento.

O MILHO DEIXA DE SER APENAS UMA COMMODITY

Essa talvez seja a mudança conceitual mais importante.

O mesmo grão pode alimentar:

exportação;

produção animal;

indústria alimentícia;

produção de etanol;

produção de DDGS;

produção de óleo;

geração energética.

Quanto mais compradores existem, maior a complexidade do mercado.

E mercados mais complexos criam novas alternativas para o produtor.

ISSO NÃO SIGNIFICA PREÇO ALTO GARANTIDO

É importante fazer essa ressalva.

A instalação de uma grande indústria não elimina:

volatilidade;

sazonalidade;

custos;

diferenças de base;

mercado internacional;

câmbio;

estoques;

frete.

Não existe garantia automática de valorização permanente do milho.

Mas existe uma mudança estrutural:

SURGE UM NOVO CENTRO DE DEMANDA.

Isso importa.

O SORGO TAMBÉM PODE GANHAR ESPAÇO

A própria Inpasa informa que a unidade pode trabalhar com milho e sorgo.

Isso abre uma discussão importante para a diversificação produtiva regional.

O sorgo possui características agronômicas que podem torná-lo interessante em determinadas condições.

Mas o produtor precisa de mercado.

Não basta produzir uma cultura alternativa.

É necessário ter quem compre.

Quando uma indústria incorpora diferentes grãos ao processo, aumenta a possibilidade de construção de mercados regionais.

E A INDÚSTRIA PODE ALTERAR DECISÕES ANTES MESMO DO PLANTIO

Imagine um produtor planejando a próxima safra.

Ele considera:

preço futuro;

custo de produção;

janela;

risco climático;

armazenagem;

frete;

liquidez.

A existência de uma indústria regional entra nessa conta.

Porque agora existe outro potencial destino para a produção.

Isso pode influenciar:

área;

segunda safra;

contratos;

armazenagem;

logística;

escolha entre milho e sorgo.

A INPASA TAMBÉM MUDA A IMPORTÂNCIA DA ARMAZENAGEM

Uma indústria desse porte precisa receber matéria-prima ao longo do ano.

Mas a colheita é sazonal.

Isso cria uma diferença temporal.

O milho é produzido em determinados meses.

A indústria precisa operar continuamente.

Quem resolve essa diferença?

ARMAZENAGEM.

Silos passam a funcionar como ponte entre calendário agrícola e calendário industrial.

ISSO PODE ESTIMULAR UMA NOVA ONDA DE INFRAESTRUTURA

Mais processamento pode aumentar demanda por:

silos;

transporte;

oficinas;

peças;

pneus;

automação;

laboratórios;

serviços ambientais;

engenharia;

manutenção;

segurança;

tecnologia industrial.

O impacto de uma indústria não termina no portão da fábrica.

O EMPREGO É OUTRO COMPONENTE

Durante a construção da unidade, a expectativa divulgada pela empresa era de aproximadamente:

2.500 POSTOS DE TRABALHO.

Na operação, a Inpasa informa geração de aproximadamente:

450 EMPREGOS DIRETOS.

E isso possui uma característica diferente do emprego puramente agrícola.

Uma biorrefinaria demanda profissionais ligados a:

operação industrial;

mecânica;

elétrica;

automação;

laboratório;

química;

segurança;

logística;

administração;

manutenção.

Isso amplia a diversidade do mercado de trabalho regional.

E CRIA UM NOVO DESAFIO PARA LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

QUALIFICAÇÃO.

Atrair indústria é uma etapa.

Formar trabalhadores capazes de ocupar posições técnicas é outra.

Quanto maior a industrialização do MATOPIBA, maior será a demanda por:

técnicos;

engenheiros;

operadores;

eletricistas;

mecânicos;

profissionais de automação;

analistas;

especialistas em processos.

A região precisará formar pessoas na mesma velocidade em que atrai capital.

SENAI, UNIVERSIDADES E ESCOLAS TÉCNICAS PASSAM A TER PAPEL AINDA MAIS IMPORTANTE

Uma economia baseada majoritariamente em produção agrícola possui determinada demanda profissional.

Uma economia agroindustrial possui outra.

A formação precisa acompanhar essa mudança.

Caso contrário, empresas poderão crescer enquanto parte das vagas especializadas precisa ser preenchida por profissionais vindos de outras regiões.

O verdadeiro desenvolvimento acontece quando o investimento também aumenta a capacidade técnica da população local.

EXISTE AINDA UMA DIMENSÃO FINANCEIRA IMPORTANTE

Dos aproximadamente R$ 1,3 bilhão envolvidos no empreendimento, o BNDES aprovou R$ 950 milhões em financiamento.

A estrutura anunciada pelo banco inclui:

R$ 350 MILHÕES DO FUNDO CLIMA;

R$ 600 MILHÕES DA LINHA FINEM.

É uma operação financeira de grande escala.

E mostra como bioenergia, industrialização e descarbonização começaram a convergir também no mercado de crédito.

POR QUE O FUNDO CLIMA ENTRA NESSA EQUAÇÃO?

Porque o etanol é um biocombustível.

A política brasileira busca ampliar fontes de menor intensidade de carbono dentro da matriz energética.

Isso cria condições para que determinados projetos possam acessar linhas de financiamento associadas à transição energética.

Para o MATOPIBA, existe uma implicação importante.

A região não precisa ser vista apenas como fronteira agrícola.

Pode ser também uma fronteira de:

BIOENERGIA.

A AGRICULTURA COMEÇA A PRODUZIR MAIS DO QUE ALIMENTOS

Milho pode virar combustível.

Resíduos podem virar energia.

Coprodutos podem virar nutrição animal.

Biomassa pode alimentar caldeiras.

Óleos podem entrar em diferentes cadeias industriais.

É a chamada BIOECONOMIA ganhando escala dentro de uma região agrícola.

E ISSO CRIA UMA NOVA RELAÇÃO ENTRE CAMPO E ENERGIA

Historicamente, a fazenda era consumidora de combustível.

Tratores.

Colheitadeiras.

Caminhões.

Pulverizadores.

Agora o campo também fornece matéria-prima para produção energética.

A agricultura passa de consumidora para fornecedora de energia.

É uma mudança estrutural.

A BAHIA TAMBÉM MUDA SUA POSIÇÃO NO ETANOL

A chegada da Inpasa amplia fortemente a capacidade de produção estadual.

Quando o projeto foi lançado, o governo baiano destacou justamente a possibilidade de reduzir a dependência do etanol trazido de outras regiões.

A própria empresa afirma que a nova operação ajuda a transformar a Bahia de importadora em potencial exportadora de biocombustíveis.

Essa mudança precisa ser acompanhada na prática conforme a unidade avance no ramp-up e o mercado se ajuste.

Mas a capacidade instalada altera a estrutura de oferta.

E LEM PASSA A TER OUTRO PAPEL

Luís Eduardo Magalhães já era conhecida por:

produção;

máquinas;

insumos;

tecnologia agrícola;

serviços;

comércio;

logística.

Agora acrescenta uma nova dimensão:

BIOINDÚSTRIA DE GRANDE ESCALA.

Isso ajuda a transformar o município de polo de suporte à produção em polo também de transformação.

EXISTE UM EFEITO SOBRE A IDENTIDADE ECONÔMICA DA CIDADE

Quando uma cidade cresce apoiada em determinado setor, sua estrutura empresarial acompanha esse setor.

Novos fornecedores aparecem.

Profissionais se especializam.

Cursos são criados.

Empresas prestadoras de serviços se adaptam.

Imóveis industriais ganham demanda.

Transportadoras modificam operações.

É assim que uma indústria pode produzir efeitos de segunda ordem.

E ESSES EFEITOS PODEM SER MAIS IMPORTANTES DO QUE O INVESTIMENTO INICIAL

R$ 1,3 bilhão chama atenção.

Mas o verdadeiro impacto econômico de longo prazo dependerá do que nascer ao redor da planta.

Quantas empresas locais se tornarão fornecedoras?

Quantos profissionais serão formados?

Quanto milho será comprado regionalmente?

Quanto DDGS alimentará novas cadeias?

Quantos investimentos em armazenagem surgirão?

Quantos serviços especializados serão criados?

Esse é o multiplicador que precisa ser observado.

A INPASA PODE FUNCIONAR COMO EMPRESA-ÂNCORA

Em desenvolvimento regional, determinados investimentos possuem capacidade de atrair atividades complementares.

Uma grande indústria pode criar escala suficiente para justificar novos negócios.

Por exemplo:

transportadoras especializadas;

manutenção industrial;

laboratórios;

armazenagem;

nutrição animal;

distribuição de combustíveis;

produção pecuária;

serviços tecnológicos.

É assim que um empreendimento começa a alterar um ecossistema.

MAS INDUSTRIALIZAÇÃO TAMBÉM TRAZ DESAFIOS

Mais atividade econômica significa:

mais caminhões;

mais demanda energética;

mais necessidade de infraestrutura;

mais pressão urbana;

mais mão de obra;

mais necessidade habitacional;

mais serviços públicos.

Crescimento precisa ser acompanhado por planejamento.

Uma cidade pode atrair bilhões em investimentos e ainda perder qualidade de vida se sua infraestrutura não acompanhar.

A BR-242 SERÁ CADA VEZ MAIS ESTRATÉGICA

Se uma indústria precisa receber centenas de milhares de toneladas de grãos e distribuir centenas de milhões de litros de combustível e grandes volumes de coprodutos, rodovia passa a ser infraestrutura industrial.

Não apenas infraestrutura de transporte.

Cada gargalo logístico afeta:

custo;

tempo;

segurança;

competitividade.

O desenvolvimento industrial do Oeste exige que infraestrutura cresça junto.

FERROVIA TAMBÉM ENTRA NESSA DISCUSSÃO

No longo prazo, a integração ferroviária do Oeste baiano pode alterar ainda mais a competitividade regional.

Produtos de grande volume são particularmente sensíveis ao custo logístico.

Grãos.

Combustíveis.

Fertilizantes.

Coprodutos.

Quanto maior a escala industrial, maior a importância de corredores eficientes.

A INPASA REPRESENTA UMA MUDANÇA NO MODELO ECONÔMICO DO MATOPIBA

O primeiro ciclo foi:

TERRA → PRODUÇÃO.

O segundo:

PRODUÇÃO → EXPORTAÇÃO.

O próximo pode ser:

PRODUÇÃO → INDUSTRIALIZAÇÃO → VALOR AGREGADO.

A região continuará exportando commodities.

Isso não desaparecerá.

Mas uma parcela maior pode ser transformada antes de sair.

E ISSO PODE AUMENTAR A RESILIÊNCIA ECONÔMICA REGIONAL

Economias excessivamente dependentes de uma única etapa da cadeia ficam mais expostas.

Quando existem:

produção;

armazenagem;

processamento;

energia;

proteína animal;

logística;

serviços;

indústria,

a estrutura econômica se torna mais diversificada.

Uma atividade alimenta outra.

O MATOPIBA NÃO PRECISA ESCOLHER ENTRE SER AGRÍCOLA OU INDUSTRIAL

Essa é uma falsa escolha.

A própria vantagem industrial da região nasce justamente da agricultura.

A matéria-prima está aqui.

A escala está aqui.

O conhecimento agrícola está aqui.

A oportunidade é construir indústrias que aproveitem essa base.

A INPASA É UM EXEMPLO CONCRETO DESSA TRANSFORMAÇÃO

Uma indústria de aproximadamente R$ 1,3 bilhão não foi instalada em Luís Eduardo Magalhães apesar de a cidade estar no coração agrícola.

Foi instalada porque está no coração agrícola.

Essa diferença é importante.

O campo não é obstáculo à industrialização.

Pode ser sua matéria-prima.

O PRÓXIMO PASSO SERÁ OBSERVAR O QUE NASCE AO REDOR

A planta já entrou em operação.

Agora começa outra fase.

Quanto milho e sorgo serão efetivamente absorvidos?

Como evoluirá o ramp-up?

Como o mercado regional responderá?

Qual será o impacto sobre fretes?

Armazenagem?

DDGS?

Produção animal?

Emprego?

Serviços?

Esses indicadores dirão se o investimento será apenas uma grande indústria ou o início de um novo cluster econômico.

UMA COISA, PORÉM, JÁ MUDOU

Luís Eduardo Magalhães não é mais apenas um dos lugares onde o Brasil produz grãos.

Agora é também um lugar onde parte desses grãos pode ser transformada, em escala industrial, em:

COMBUSTÍVEL.

PROTEÍNA.

ÓLEO.

ENERGIA.

Esse é o tipo de transformação que pode definir a próxima década do MATOPIBA.

Porque depois de aprender a produzir em escala mundial, a região começa a enfrentar uma pergunta ainda maior:

QUANTO VALOR CONSEGUIMOS CRIAR AQUI ANTES QUE NOSSA PRODUÇÃO VÁ EMBORA?

A nova biorrefinaria da Inpasa em Luís Eduardo Magalhães é uma das respostas mais concretas que o Oeste da Bahia já deu a essa pergunta.

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Aroldo Junior

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